Pesquisa no Piauí desenvolve biodigestor que substitui gás de cozinha

biodigestor desenvolvido na Uespi, em Parnaiba

Novos aparelhos conseguem ter rendimento equivalente a de um botijão do gás derivado do petróleo. É mais sustentável e econômico


Por Liane Cardoso, da Uespi | De Parnaíba (PI)

No campus de Parnaíba da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), a estudante Karolayne Caetano e o professor Valdinar Bezerra, do curso de Agronomia, desenvolvem um projeto de implementação e dimensionamento de biogás e biofertilizantes, a partir de biodigestores econômicos produzidos com materiais de baixo custo.

A novidade é que os pesquisadores quantificaram o rendimento do gás e comprovaram a economia que os biodigestores trazem para as propriedades rurais; além disso, já começaram a instalação do segundo biodigestor.

“A técnica de utilizar biodigestores para gerar gás acontece há muito tempo, contudo, são equipamentos caros, por isso buscamos inovar com um biodigestores mais econômico”, explica o professor.

De acordo com o docente, a viabilidade econômica do primeiro modelo implantado – na Ilha das Canárias – já está rendendo gás para o sustento de uma família.

Por dia, o biodigestor gera quantidade de gás suficiente para duas refeições; e em 64 dias, produz a quantidade de gás equivalente a um botijão de gás convencional.

Os biodigestores são feitos manualmente, com materiais de fácil acesso, tais como bombonas, encanação, tambor, cola, etc.

Para produzir o gás são usados materiais orgânicos, como dejetos de animais.

A discente que executa o projeto conta que o segundo modelo – implantado no assentamento Canaã, no município de Parnaíba – tem dimensões maiores e é semelhante ao primeiro modelo.

“O segundo biodigestor já está produzindo gás, mas estamos finalizando a instalação, para que o gás possa ser utilizado”, informa Karolayne.

Nas comunidades onde foram instalados os equipamentos, a lenha era utilizada como matéria-prima para gerar gás.

“Isso gerava diversos problemas de saúde, como a tireoide, por causa da fumaça. Além do impacto ambiental que isso causava, devido ao uso da madeira”, aponta o professor.

Além dessa contribuição, o biodigestor reduz os gastos da compra do botijão de gás.

Segundo o professor, a criação de porcos nessa região é comum. Por isso, aconselha os proprietários a criarem os animais em cercados, para assim poderem reaproveitar os dejetos suínos na produção de biogás.

Os pesquisadores estão agora elaborando uma cartilha com instruções para a montagem e instalação de Biodigestores econômicos em comunidades rurais.


Imagem em destaque: o modelo de biodigestor para ser utilizado em residências. Divulgação Uespi




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