Cinema de documentário não tem espaço na televisão aberta

Pesquisa mostra que apenas a TVT [Televisão dos Trabalhadores] dedicava espaço em sua grade a esse gênero cinematográfico


Por Wagner de Alcântara Aragão, especial para a Revista Intertelas | Do Rio de Janeiro (RJ)


“Cinema de documentário, uma raridade na televisão aberta: o caso da TVT” é o título de um trabalho apresentado no 11º Seminário Internacional Cinema em Perspectiva, promovido pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

A íntegra do texto acaba de ser publicada nos anais do evento, que ocorreu no ano passado.

Na pesquisa, problematiza-se o fato de que, embora a televisão aberta até dedique sua grade à exibição de filmes, são raras as ocasiões em que há espaço para documentários. Nem estrangeiros, muito menos brasileiros.

Um oásis era, à ocasião do trabalho, o Cine TVT, da Rede TVT, sessão de cinema que ia ao ar aos sábados, às 21h30.

Levantamento feito apontou para a quase totalidade das obras exibidas – 16, das 17 que compuseram a amostra – se tratar de documentário.

FIM DO CINE TVT?

Contudo, antes de escrever este material aqui para a Intertelas, e há muito tempo sem ouvir notícia, chamada, nenhum informe sobre o Cine TVT, fui conferir se o programa ainda está na grade da emissora. Infelizmente, não. Nem sábado nem dia nenhum.

No site da Rede Brasil Atual, que semanalmente noticiava o filme do Cine TVT do sábado próximo, o último registro nesse sentido é de setembro de 2023 – e dava conta da exibição do último episódio de uma série documental sobre Paulo Freire.

É de se estranhar a extinção do programa, até porque, como citado na pesquisa, era tido pela direção da TVT como um dos de maior audiência da emissora.

Ali se encontravam obras cinematográficas sobre fatos e personagens marcantes da história do Brasil.

Considera, ao final, o trabalho: “Esta pesquisa constatou que, sim, o Cine TVT, sessão de cinema exibida por uma emissora de caráter público, alternativa, a TVT, prioriza a exibição de documentários, nacionais, de abordagens contundentes sobre a vida social, econômica e política do país, e lançando luz sobre personagens marcantes da história brasileira. A amostra selecionada revelou a ocorrência de 16 filmes do cinema de documentário e um do cinema de ficção. É verdade que as impressões preliminares à pesquisa sinalizavam para a maior recorrência de documentários; todavia a proporção quantificada neste estudo (95% de predominância) não deixou de surpreender.”

Tomara a sessão volte.


Imagem em destaque: arte de divulgação do documentário Quebradeiras, exibido no Cine TVT




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