Está mais caro construir ou reformar

Inflação de materiais e de mão de obra da construção civil registra alta de quase 17% nos últimos 12 meses


Por Caio Belandi, da Agência IBGE Notícias | Do Rio de Janeiro (RJ)

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado na última sexta-feira, dia 11, pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], mostra que a inflação de materiais e mão de obra para construir ou reforma acumula alta de 16,28%, nos últimos 12 meses apurados.

Em 2022 (janeiro e fevereiro) a alta é de 1,28%.

O IBGE constatou que o indicador subiu 0,56% em fevereiro deste ano. Em janeiro, a alta tinha mensal tinha sido de 0,72%.

“A taxa de fevereiro mostra que o segmento da construção civil, após um período de altas sequenciais atípicas, vem se aproximando de taxas mais próximas do período pré-pandemia. Situação que acontece desde o segundo semestre de 2021”, afirma o técnico Augusto Oliveira, gerente do Sinapi.

O custo nacional da construção (por metro quadrado) em fevereiro foi de R$ 1.533,96, dos quais R$ 922,86 relativos aos materiais e R$ 611,10 à mão de obra.

AMAPÁ, A MAIOR ALTA

O Amapá foi a unidade da federação com a maior alta no recorte estadual.

O estado nortista teve alta na parcela de materiais e contou com um reajuste nas categorias profissionais, fechando fevereiro com aumento de 4,91% no custo da construção civil.

Sergipe foi o segundo lugar, com 1,31% (também fevereiro). No estado nordestino houve alta em salários e acordos individualizados em algumas empresas, que acabaram adotando novos pisos salariais.

“Mas ainda não houve a homologação de um dissídio do sindicato da construção e do sindicato dos trabalhadores. Dessa forma, não atingiu toda a amostra do Sergipe”, ressalta o analista.

POR REGIÃO

Em termos regionais, a maior alta em fevereiro foi no Norte (0,74%), com a contribuição do Amapá e aumento na parcela dos materiais em cinco estados no total. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,56% (Nordeste), 0,53% (Sudeste), 0,53% (Sul), e 0,52% (Centro-Oeste).

Em termos de custos regionais (por metro quadrado), o Sul ficou em primeiro (R$ 1.608,41), seguido pelo Sudeste (R$ 1.588,16) e pelo Norte R$ 1.536,33). Centro-Oeste (R$ 1.523,16) e Nordeste (R$ 1.441,22) completam a lista.

SOBRE A PESQUISA

O Sinapi, uma produção conjunta do IBGE e da Caixa, tem por objetivo a produção de séries mensais de custos e dies para o setor habitacional, e de séries mensais de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas e equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação.

As estatísticas do Sinapi são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos. Acesse os dados completos aqui.


Imagem em destaque: parcela dos materiais de construção contribuiu para alta de fevereiro – Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias




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