Vantagens na troca do supermercado pela feira

Compartilhamos cinco dicas apontadas pelo Idec, que mostram ser mais econômico, saudável e solidária a realização de compras com feirantes

Por Wagner de Alcântara Aragão (@waasantista) | De Curitiba (PR)

Um guia feito pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), organização não governamental com sede em São Paulo (SP), desconstrói o senso comum de que fazer compras em grandes redes de supermercado sai mais em conta.

Para o Idec, é recomendável trocar essas redes por feiras, sacolões, mercadões populares e espaços semelhantes.

Mas não só pela economia de dinheiro.

De acordo com o instituto, a troca de supermercado pela feira traz outras vantagens. É mais saudável, sustentável, solidária e cidadã.

Acompanhe os cinco motivos listados pelo Idec:

1. Mais saudável

Ao entrar em um supermercado, você é bombardeado por uma grande variedade de produtos que querem deixar suas refeições mais rápidas e práticas. Contudo, a desvantagem dessa escolha é que você acaba levando para casa alimentos ultraprocessados, que possuem uma quantidade excessiva de ingredientes nada saudáveis, como sal, açúcar e corantes.

Além disso, nesses locais, você fica exposto a um número elevado de promoções e publicidades que afetam suas escolhas. Ou seja, muitas vezes acaba comprando produtos desnecessários e, consequentemente, gasta mais dinheiro.

Nas feiras, esse cenário é totalmente diferente. Além de não estar exposto à enorme oferta e publicidade de produtos ultraprocessados, os alimentos nesses locais são mais frescos e dentro da safra (ou seja, têm mais qualidade).

2. Mais econômica

Se estiver em busca de produtos orgânicos e agroecológicos, a feira é um ótimo local para comprá-los. Alimentos dentro dessas classificações ficam caros em supermercados, por questões variadas que vão desde os custos com a certificação destes alimentos até a elevada taxa de lucro imposta pelos supermercados em cimas dos orgânicos, o que acaba tornando-os um nicho exclusivo para as classes média e média-alta nesses ambientes.

Caso queira economizar ainda mais, talvez vale a pena ir no fim da feira, mais conhecido como hora da xepa. Apesar de apresentar uma qualidade inferior, os produtos são vendidos com um preço mais baixo.

3. Mais sustentável

Os alimentos vendidos em feiras não vêm em embalagens, ao contrário dos industrializados, e o trajeto que fazem do produtor até o varejo é muito mais curto que o dos comercializados em um supermercado.

Ou seja, a degradação do meio ambiente e emissão de poluentes durante o transporte é menor.

4. Mais solidária

A maior parte dos produtos vendidos em feiras vem de pequenos produtores da região. Ao preferir esses locais, você fomenta a economia justa e solidária, pois coloca seu dinheiro no sistema alimentar sustentável que ele representa em vez de valorizar a lógica das grandes redes de supermercado, que estabelecem preços altos e extraem lucros exorbitantes.

5. Mais cultural

Preservar a culinária tradicional e rever o lugar que a alimentação ocupa em sua vida é uma das principais recomendações do “Guia alimentar para a população brasileira”, lançado em 2014 pelo Ministério da Saúde.

Ao optar por alimentos in natura e se dispor a cozinhá-los, mantêm-se vivas receitas tradicionais e cria-se independência dos industrializados prontos para o consumo, produzidos em larga escala e padronizados no mundo inteiro.

Para deixar o preparo da alimentação mais prático, você pode congelar as refeições em porções para serem comidas ao longo da semana. Outra dica é dividir os afazeres na família, assim não fica pesado para ninguém.

FEIRAS ORGÂNICAS SE ESPALHAM

De acordo com dados do Ministério da Saúde, de 2007 a 2017, 26 mil brasileiros foram intoxicados por agrotóxicos, o que equivale a sete novos casos por dia. Ainda assim, as vendas de agrotóxicos aumentam anualmente.

Com um risco maior de exposição a partir da contaminação do meio ambiente, da água, dos alimentos, surgiram alternativas para esse tipo de alimentação. Uma delas é o consumo de produtos orgânicos e agroecológicos.

O alimento orgânico é aquele produzido sem o uso de agrotóxicos, fertilizantes sintéticos e transgênicos. Já um produto agroecológico vai além: segue todos esses critérios e ainda é produzido de acordo com métodos que buscam a maior sustentabilidade possível e o menor impacto ambiental e social.

Para encontrar facilmente feiras orgânicas ou agroecológicas, grupos de consumo responsável e comércios parceiros de orgânicos em todo o País, o Idec criou o Mapa de Feiras Orgânicas. Além disso, o site disponibiliza receitas para estimular os consumidores a cozinhar mais.

Imagem em destaque: feira livre no Macuco, Santos. Foto de @waasantista


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