Dados indicam que a criançada está lendo mais, sim

Enquanto as vendas de livros, de um modo geral, caíram, as do gênero infantil, ao contrário, cresceram em 2016, e significativamente

Por Mariana Tokarnia, repórter da Agência Brasil

Dados do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) mostram que o crescimento de vendas do gênero infantil em 2016, em relação a 2015, foi de 28%. Nesse mesmo período, o mercado geral de livros caiu 9,7%.

Os dados tratam dos livros vendidos no varejo, em livrarias, e foram levantados a pedido da Agência Brasil. Nesta terça-feira, 18 de abril, é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil, data escolhida em homenagem ao escritor brasileiro Monteiro Lobato, que nasceu neste dia, em 1882.

Embora as vendas tenham aumentado, as obras infantis ainda representam fatia pequena do mercado nacional de livros, 2,8% em 2016 – mesmo assim, um crescimento em relação aos 2% registrados em 2015. “É muito importante saber que esses livros tiveram um crescimento, pequeno, mas significativo”, diz a secretária-geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Elizabeth D’Angelo Serra.

Para ela, os dados – que mostram os livros comprados em livraria – não refletem todo o acesso das crianças, porque na maior parte dos casos esse acesso ocorre pela escola. As compras das escolas públicas, como não ocorrem no varejo, não entram no cálculo. “Se pensarmos na maioria das crianças do país, sem dúvida o acesso a livros infantis se dá na escola. Muitas nunca tiveram isso nas próprias famílias, têm pais e mães analfabetos e semianalfabetos”.

EFEITOS POSITIVOS

Nos lugares onde se tem acesso à literatura, os efeitos são positivos. Para Márcia Helena Gomes de Sousa Dias, professora do Centro de Educação Infantil (CEI) do Núcleo Bandeirante, região administrativa do Distrito Federal, os livros infantis têm papel fundamental na formação das crianças e ajudam inclusive no processo de alfabetização.

A escola, além de ter momentos de leitura dos professores para os estudantes, incentiva as crianças e pegarem os livros, a inventarem histórias a partir das imagens. A intenção é que os livros estejam inseridos em todas as atividades, que se forem brincar, por exemplo, possam usá-los. E aprendam também a cuidar, a colocar no lugar depois de usar.

Os livros, de acordo com Márcia, servem para que as crianças se familiarizem com as letras: “As crianças têm primeiro o trabalho visual. Começam a perceber nos livros de história que algumas letras fazem parte do nome dela, dos pais ou de colegas. É uma pré-alfabetização. Fazem sempre essa conexão, de figuras com letras e depois de letras som, quando lemos para elas”.

Além de trabalhar a literatura na própria sala de aula, as escolas podem servir de incentivo para que a leitura chegue à casa dos estudantes.

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