Cartilha orienta mulheres lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais

arte de Karen Giannine Schubalski - capa da cartilha da Unicentro

Projeto da Unicentro lança publicação com informações de prevenção contra a violência. Confira como baixar, gratuitamente


Da Central de Notícias da Unicentro | De Irati (PR)

O projeto de extensão “Prevenção à violência contra mulheres lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais”, da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), acaba de lançar uma cartilha com políticas, informações e serviços voltados a este público.

O material foi lançado no final de agosto, durante uma live transmitida no canal da Unicentro no YouTube, que contou, também, com uma mesa redonda sobre a temática.

O documento é resultado do projeto, que é vinculado ao Departamento de Psicologia da Unicentro, e tem parceria com o Numape, que é Núcleo Maria da Penha, do Campus Irati.

POLÍTICAS PÚBLICAS

Coordenadas pela professora Katia Alexsandra dos Santos, oito alunas do curso estudaram as políticas públicas nacionais e estaduais e, a partir desse norte, buscaram serviços no âmbito do município de Irati.

“Elas fizeram esse mapeamento das políticas e, na sequência, fizemos o contato com as instituições do município, como a gestão da educação, da assistência social, com a segurança pública, com o judiciário e, também, com a saúde”, afirma a professora.

“[As estudantes] coletaram essas informações, juntaram todas as informações relacionadas aos serviços existentes na cidade – que são pouquíssimos – mas também na região, buscando serviços em Curitiba e outros lugares próximos que, possivelmente, a população alvo do projeto poderia fazer uso”, explica a docente.

[Assim, embora tenha como público-alvo a população do Paraná, na prática a cartilha traz orientações úteis as mulheres LBTTs de qualquer lugar do Brasil]

A equipe do projeto parte do pressuposto de que as mulheres não devem ser tratadas como uma categoria única, pois as diferenças entre elas resultam em desigualdades sociais que precisam ser consideradas quando se pensa em serviços de assistência.

Segundo a professora Kátia, para além de ser uma importante ferramenta de informação e ampliação do acesso à cidadania, a produção da cartilha funcionou também como uma forma de chamar a atenção dos órgãos públicos para a escassez de políticas relacionadas às mulheres LBTTs, ou seja, mulheres lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis.

“Existem poucas atividades de atenção à saúde de mulheres trans, travestis, bissexuais e lésbicas. Entendemos que foi interessante ter feito essa provocação no sentido de mobilizar que os serviços comecem a pensar nesses marcadores sociais, para a gente não pensar na categoria mulher de forma universalizada”, assinala a docente.

O conteúdo da cartilha – com dados, legislações e a indicação de locais para mulheres LBTTs buscarem ajuda – serve também como um material de apoio para a atuação dos profissionais que trabalham em serviços públicos.

É o que aponta a estudante de Psicologia Gabriela Walter, uma das envolvidas no projeto. “A gente entende que a cartilha é voltada tanto a profissionais dos quatro eixos de mapeamento do projeto, quanto à população em geral”.

Ela continua: “[a publicação] atua no sentido de divulgar informações – o que é uma forma importante de prevenção às violências. A cartilha traz uma tipificação dos diferentes tipos de violência – como física, moral, patrimonial, psicológica e sexual, que são as citadas na Lei Maria da Penha, assim como as violências institucionais, que ocorrem em serviços públicos. Com isso, a gente entende que é possível uma contribuição para a identificação da situação de violência, indicando os locais adequados para se denunciar ou buscar um acompanhamento”.


Imagem em destaque: arte da capa da cartilha, por Karen Giannine Schubalski/Unicentro.




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