Uma aula sobre escolas de samba na abertura do Festival de Curitiba

Evento começou na última segunda, 30 de março, e vai até 12 de abril, com programação de teatro em diversos espaços na capital paranaense. Há atrações gratuitas


Por Wagner de Alcântara Aragão | De Curitiba (PR)

Começou nesta semana (na segunda, dia 30) e vai até 12 de abril a 34ª edição do Festival de Curitiba. E o evento de abertura deste ano – a aula-show “Samba: as escolas e suas narrativas” – entrou para a história.

Porque foi isso mesmo: uma aula. Em forma de arte.

A apresentação foi conduzida pelo carnavalesco Milton Cunha, comentarista de Carnaval da TV Globo.

Envolveu performances de componentes de escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Curitiba.

Componentes esses representantes dos mais diversos segmentos de um desfile de escola de samba: passistas, destaques de chão, musas, baianas, velha-guarda, porta-bandeira, mestre sala, bateria, reis momos e rainhas…

As performances iam se alternando à explanação de Milton Cunha, sobre a origem e evolução das escolas de samba e seus desfiles; suas práticas, rituais, sua forma peculiar de contar histórias, agregar comunidades, partilhar conhecimentos.

A retórica ao mesmo tempo didática e artística tornou a aula-show nisto mesmo: em aula, em show. Em festa.

Alguns sambas-enredos históricos – Estácio de Sá, 1992 (70 anos da Semana de Arte Moderna de 1922), Vila Isabel, 1988 (Zumbi, festa da raça) – e um pot porri com sambas de 2026 (Imperatriz Leopoldinense, sobre Ney Matogrosso, Salgueiro, sobre Rosa Magalhães) ou recentes (Grande Rio, 2022; Viradouro, 2025) iam ditando o ritmo.

Faziam o público sambar – ou, ao menos, tentar.

O palco e o chão da Pedreira Paulo Leminski, onde ocorreu a festa de abertura do Festival de Curitiba, ganharam ares, sons e batuques de Sapucaí ou do Anhembi.

No final da apresentação, destaque para a Deixa Falar, campeã do grupo especial de Curitiba, e para Mestre Ciça, que foi conduzindo a bateria durante toda a festa, até ser homenageado no encerramento.

O samba-enredo em sua reverência, do desfile campeão no Rio de Janeiro deste ano da Viradouro, foi tocado e entoado.

A bateria desceu do palco, juntou-se ao público, que foi orientado a repetir a emocionante cena da apresentação da Viradouro no sambódromo: todos, abaixados, aos pés de Mestre Ciça, e levantando-se aos versos do refrão do samba.

Estava, enfim, aberto de forma épica o Festival de Curitiba de 2026.

Espetáculos teatrais, de todos os portes e gêneros, de companhias e artistas consagrados a projetos independentes e iniciantes, compõem a rica programação do evento.

As atrações costumam ter ingressos a preços mais acessíveis que o normal. E há muitas atividades gratuitas também.

Para quem está em Curitiba e arredores, imperdível.

Para quem está um pouco mais longe, vale tentar dar um pulo até a capital do Paraná.

Acompanhe a programação e outras informações em www.festivaldecuritiba.com.br.


Imagem em destaque: casal de porta-bandeira e mestre sala. Foto: Lina Sumizono/ divulgação Festival de Curitiba


CONTAMOS COM VOCÊ!
Para nos mantermos e continuarmos a produzir conteúdo útil.
Você pode nos ajudar. Você pode:
> Ser um assinante colaborador, depositando qualquer quantia, com a frequência que for melhor pra você. Nossa conta: Caixa – Agência 1525 Op. 001 Conta Corrente 000022107 (Wagner de Alcântara Aragão, mantenedor da Rede Macuco). Ou pelo pix: redemacuco@protonmail.com
> Ser um anunciante, para expor seu produto, ou serviço que você oferece. A gente faz plano adequado à sua condição financeira, baratinho. Entre em contato pelo whatsapp 13-92000-2399
> Para mais informações sobre qualquer uma das opções, ou se quiser colaborar de outra forma, escreva pra gente: redemacuco@protonmail.com

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

9 + 3 =