Agroindústria em assentamentos: mais trabalho, renda e comida saudável

Projeto que envolve o MST no Ceará e suporte de política pública estadual agrega valor à produção da agricultura familiar no semiárido


Por Ricardo Cassundé e Sheila Rodrigues, da Revista Sem Terra Ceará | De Fortaleza (CE)

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Ceará está implantando cinco agroindústrias de beneficiamento de produtos agrícolas, no semiárido do estado.

Ao todo, estão envolvidos 96 assentamentos com mais de 1.200 famílias.

A agroindustrialização dos assentamentos é contemplada pelo Projeto São José III, do Governo do Ceará.

As indústrias vão processar mais de 150 variedades de produtos.

O trabalha vários aspectos de organização: desde a gestão política das entidades, implantação de áreas produtivas, formação de pessoas, fortalecimento da cooperação e intercooperação.

O debate da inserção da juventude e das mulheres é garantido desde a formação de pessoas até a contratação de colaboradores.

LOCALIZAÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS

Os empreendimentos estão localizados nos territórios conquistados por meio da luta pela terra.

Estão organizados em sistemas produtivos constituídos a partir das potencialidades regionais:

  • Assentamento Zé Lourenço, em Chorozinho: fábricas de beneficiamento de caju e castanha
  • Assentamento Massapê, em Mombaça: mel
  • Assentamento Palestina, em Independência: caprinos e ovinos
  • Assentamento Lagoa do Mineiro, em Itarema: mandioca
  • Assentamento Nova Canaã, em Quixeramobim: leite

O trabalhador Francisco Waldeci, do Assentamento Massapê, em Mombaça, vê na agroindústria a possibilidade de escoar sua produção.

“Essa obra para nós aqui é um sonho, porque a gente produziu a vida toda e só mandava para o atravessador, agora nós sabemos que nossa produção vai para nossa cooperativa e com um preço mais justo, melhora a nossa vida e a gente se interessa mais para plantar e criar na nossa terra.”

COOPERATIVAS

Ao todo, seis cooperativas regionais atuam como gestoras das indústrias de beneficiamento do leite, mel, caprinos, caju e mandioca.

Essas entidades são a representação política e econômica dos assentados e mantém relação com os demais agricultores familiares nas regiões.

Em 2020, as cooperativas iniciaram experiências de comercialização para os mercados governamentais e convencionais, com expectativa de ampliar neste ano de 2021.


Imagem em destaque: produção de agroindústria de leite, do MST no Ceará. Foto: MST no Ceará


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