Pandemia ainda exige isolamento social. Para grupos de risco, mais ainda

Especialistas dizem: “estabilidade” está no topo, isto é, circulação do coronavírus não está sob controle. Alerta especial para grávidas


Por Fernanda Cupolillo, da UFF | De Niterói (RJ)

A cada dia que passa, o isolamento social em função da pandemia parece ter menos adeptos no país. As calçadas cada vez mais cheias de gente sinalizam para a transformação da quarentena em um “novo normal”, situação em que as pessoas circulam com relativa liberdade pelas cidades mas tomando, pelo menos teoricamente, alguns cuidados preventivos.

Apesar dessa mudança de comportamento, continua em alta o índice de letalidade pelo novo coronavírus no Brasil, com uma média de de mil mortos por dia.

O novo cenário tem sido particularmente desafiador para as pessoas que pertencem aos grupos de risco e são mais suscetíveis ao desenvolvimento de quadros graves da infecção.

Para as pessoas em grupos de risco, mesmo com o afrouxamento das medidas de isolamento, ainda não parece ser o melhor momento para sair de casa.

[Grupos de risco incluem pessoas com mais de 60 anos, com doenças crônicas, entre outras situações].

Esse é o caso, por exemplo, das mulheres grávidas.

Estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF), coordenado pelo professor de Obstetrícia da Faculdade de Medicina, Renato Augusto Moreira de Sá, e com a participação de profissionais da saúde do hospital universitário, sinaliza que a conjuntura que se apresenta atualmente é mais alarmante do que se acreditava até o momento e que é preciso redobrar o cuidado com as gestantes.

De acordo com o coordenador, uma pesquisa publicada recentemente no International Journal of Gynecology and Obstetrics aponta que ocorreram 124 mortes maternas por covid-19 no Brasil, o que representa 77% das mortes de grávidas em todo o mundo.

Além da suscetibilidade das gestantes à infecção por covid-19, o professor de Medicina destaca o fato de a doença também poder atingir os bebês.

“Soma-se a isso a possibilidade da transmissão vertical, como relatada em uma revisão sistemática em abril deste ano. De um total de 70 recém-nascidos de mães com infecção comprovada pelo novo coronavírus, 7,1% tiveram infecção precoce detectada no segundo dia de vida. Mais recentemente, outra publicação alertou para a possibilidade de mortes fetais em gestações com infecção por covid-19”, enfatiza.

OS FAMILIARES DAS GRÁVIDAS DEVEM SE CUIDAR

Os familiares precisam se cuidar com o mesmo nível de atenção das gestantes, para não contaminá-las.

“De nada adianta a grávida ficar em isolamento social e ser contaminada por um parente que não está respeitando as orientações das autoridades sanitárias”, afirma o professor.

Diante desse quadro, portanto, a recomendação dos ginecologistas com relação às gestantes continua ser a de que permaneçam em casa.


Imagem em destaque: alerta do médico Dráuzio Varella no twitter


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