Cronicidade benigna. E sobre as redes (as de dormir). Por G.O.Aragão

Elas também são multifuncionais, como as modernas, com a vantagem de não nos prenderem nas suas bem tramadas teias


CRONICIDADE BENIGNA
Por Geraldo Oliveira Aragão | Do Rio de Janeiro (RJ)

Sou um leitor caro e, a você caríssimo leitor, vou deslindar os valores que me fazem ser tão caro. O eu carestia.

Sou um contumaz usuário das REDES, mas tenho especial predileção por uma delas, porque ao aterrissar na “plataforma” Nordeste já me deparei com ela a confortar a todos, no seu balanço sincronizado, os arremessando para um longínquo horizonte, tendo como facilitador um “teleconsorte” – o sonho imorredouro de um dia o ‘céu’ alcançar – ; falo da REDE DE DORMIR.

Ela também é multifuncional, como as modernas; com a incomparável vantagem de nunca nos arremessar às nuvens e nem nos prender nas suas bem tramadas teias, como se uma tarrafa de malha fina que não respeita o defeso, deixando os peixes pequenos à margem da sobrevivência.

Sou de uma geração que lia jornal impresso, de folhas largas, aproximadamente 40 centímetros; para lê-los, confortavelmente, usávamos uma plataforma de 1m², a famosa mezinha de armar.

Hoje, para não me submeter ao emparedamento de uma tela de computador, prefiro imprimir o texto de interesse e ler prazerosamente na minha rede, deixando para trás as efemérides que não me fazem bater a passarinha.

Há dias tenho aninhado, na minúscula tela de um celular, texto que tanto emocionou meu colega de cátedra e confrade da AGL- Academias Gloriense de Letras – Lucas Lamonier.

Só hoje me dignei a abri-lo, querendo dá um ar de normalidade temporal, onde o sábado nos abre mais possibilidades de entretenimento social, apesar dos vírus que teimam em nos empurrar para um viver linearmente medíocre.

O fato é que ao ler aquele texto/homenagem, eu que nem sempre sou receptivo ou sensível a afagos daquele jaez, apesar da distância e não ter uma convivência amiudada, presencial e nem virtual com o Homenageador, ilustre acadêmico Domingos Pascoal, me senti tocado de emoção, a ponto de produzir esta crônica e partilhar com todos, “Porque hoje é sábado”.

Ratificando o quanto me torno caro para mim e para a Natureza, gasto mais papel e uso uma impressora, também multifuncional, como as redes reveladas, dependo de tinta que, por teimosia deste País de não sair da condição de exportador de matéria prima, custa r$13.000,00 o litro; esta é uma cronicidade maligna.

Abraço fraterno.

Rio, 11 de julho de 2020.


Imagem em destaque: criança no município de Novo Airão, no Amazonas, se embala na rede. Divulgação Caminhos da Reportagem/TV Brasil


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Um comentário sobre "Cronicidade benigna. E sobre as redes (as de dormir). Por G.O.Aragão"

  1. Gostaria do empenho de todos os leitores da Rede macuco no sentido de fazer chegar a um maior número de pessoas,especialmente aos sociólogos, estas matérias casadas no – Caminhos da Reportagem da TV Brasil sobre a Rede de Dormir e a cronica- Cronicidade Benigna, como Rede preferida do Cronista Aragão.

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