Cuidado com o uso de antibiótico em gatos

Alerta é de pesquisador da Fiocruz, que explica que os felinos têm fígado mais sensível a esse tipo de medicamento


Por Graça Portela (Icict/Fiocruz) | Do Rio de Janeiro (RJ)

Os antibióticos são usados no combate a doenças causadas por bactérias, como as infecções. Se para os humanos o uso abusivo de antibióticos pode causar a criação de superbactérias, dificultando o tratamento de saúde, para os animais não é diferente.

No caso dos gatos, os antibióticos podem ser usados para tratar doenças como infecções urinárias (como cistites bacterianas ou cálculos renais), verminoses e parasitoses intestinais, doenças hepáticas, ‘gripe de gato’ (rinotraqueíte felina), dentre outras.

Porém, os gatos têm uma particularidade: eles são mais sensíveis ao uso de antibióticos, pois eles têm “uma metabolização pelo fígado mais delicada e mais complexa, podendo causar uma intoxicação nesses animais”, como explica o médico veterinário Paulo Abílio Varela Lisboa, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz), ressaltando a necessidade do uso do medicamento ser feito a partir da recomendação de um veterinário.

No podcast Fiocruz no Ar, sobre o uso abusivo de antibióticos em gatos, Paulo Abílio é quem fala sobre os cuidados do uso de antibióticos e o risco da automedicação para os felinos:

Segundo dados do Instituto Pet Brasil, em 2018, a população estimada em ‘pets’ era de 139,3 milhões. Cinco anos antes, o relatório População de animais de estimação no Brasil, do IBGE, mostrava que a população de animais de estimação no brasil era de 132,4 milhões.

O destaque do crescimento se deu, em especial, em relação à população felina, que teve alta de 8,1% no número de domicílios que escolheram o gato como animal de estimação.

FIOCRUZ NO AR

O projeto Fiocruz no Ar produz podcasts para serem distribuídos para rádios interessadas em veicular – gratuitamente – informação de qualidade, tendo como referência a expertise de 120 anos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde.

A distribuição do material também é feita pelo WhatsApp, para que a informação chegue a um maior número de pessoas. O projeto é uma iniciativa da vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz).


Imagem em destaque: gata doméstica, de ambiente caiçara. Foto: @waasantista


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