Ficar em casa continua sendo necessário

Não é liberou geral: reabertura de lojas, shoppings, salões não significa que é para ir à rua. Covid-19 segue se espalhando por todas as regiões do Brasil


Por Wagner de Alcântara Aragão (@waasantista) | De Curitiba (PR)

A reabertura do comércio de ruas, de shoppings, salões e outros estabelecimentos não significa que não há mais necessidade de isolamento social.

Muito pelo contrário.

A pandemia do novo coronavírus segue longe de ser controlada no Brasil e, quanto mais gente for às ruas neste momento, mais grave vai ficar a situação, mais vai demorar para que a situação se acalme.

Essa é a avaliação de uma porção, mas muita gente mesmo, de infectologistas, pesquisadores de instituições de saúde e de universidades, profissionais e lideranças em medicina, enfermagem, fisioterapia, estatísticas e cientistas de outras áreas do conhecimento.

Gestores públicos de várias correntes partidárias, com o mínimo de responsabilidade, também têm afirmado: a tal flexibilização, ou “retomada da economia”, como também é chamada, não é um sinal de que está liberado ir às ruas.

“Não é liberou geral”, alerta o médico infectologista Jamal Suleiman, do Instituto Emílio Ribas, organização pública do Estado de São Paulo, em entrevista ao programa Plantão da Saúde, da TV Gazeta.

A Rede Macuco há três semanas está cobrindo as três entrevistas diárias promovidas pelo Plantão da Saúde Coronavírus – o mais completo, informativo e consistente jornalístico sobre a pandemia na televisão brasileira (ver aqui).

Em todas essas entrevistas, a constatação é unânime: quanto mais gente ficar em casa, menos circulação houver nas ruas, menos o vírus se dissemina.

Suleiman completa, e a declaração dele é repetida por dezenas de especialistas:

“Enquanto não tivermos vacina nem remédios, a nunca estratégia que temos para controlar a doença é essa: se distanciar.”

Em seu portal, o médico Dráuzio Varella também tem repetido: só sair de casa quando realmente for necessário. Quanto mais se evitar ir às ruas, menor é o risco de a pessoa se contaminar e contaminar outras pessoas.

“Nessa fase da epidemia de coronavírus nós temos que tentar nos isolar, porque nós estamos no pior momento. Então, não tem sentido se todo mundo achar que pode ir pra rua, acaba o isolamento. Fica em casa”, declara Dráuzio Varella em um dos seus vídeos.

A necessidade de isolamento social é tanta ainda que pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) vão além: para o grupo, o ideal seria que o país entrasse no chamado “lockdown”. Ou seja: que por 15 dias todas as atividades, menos as essenciais, fossem paralisadas.

O entrave é que não temos governo interessado em controlar a pandemia – e esse governo conta com o apoio do poder econômico, mais preocupado com o lucro do que com as vidas.


Imagem em destaque: paciente em Hospital de Campanha para População Indígena em Marabá (PA). Foto de Bruno Cecim/Agência Pará.


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2 comentários sobre "Ficar em casa continua sendo necessário"

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