Slam BR, o Brasileirão da poesia falada

Evento em São Paulo reúne principalmente jovens de periferias, de várias partes do país. Destaque para a participação das mulheres negras.


Da Rede Brasil Atual | De São Paulo (SP)

A 6ª edição do Slam BR, campeonato brasileiro de poesia falada, segue até domingo, dia 15, no Sesc Pinheiros, na zona oeste da capital paulista.

O evento começou nesta quinta e conta com representantes de todas as regiões do Brasil.

Poetas e poetisas se enfrentarão num movimento que mantém vigoroso ritmo de crescimento.

Presente em pelo menos 20 estados brasileiros e em 200 comunidades, a batalha surgiu em 2008.

No slam, o júri é formado pelo próprio público, que atribui notas aos poemas falados.

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, a organizadora Roberta Estrela D’Alva, diretora geral do Slam BR, explica que o duelo tem como regra levar poemas próprios de três minutos, no máximo.

O vencedor  representará o Brasil na Copa do Mundo de Slam, na França, no ano que vem.

Estrela destaca que o campeonato de poesia é um espaço democrático, aberto para o público em geral que fala sobre qualquer assunto. Segundo ela, com o passar dos anos a participação feminina aumentou bastante.

“O Slam é um espaço aberto para qualquer pessoa participar. No Brasil, ele teve muita adesão das comunidades periféricas, então os temas mais políticos e sociais estão bem em voga. Independente do assunto, você estar ali com o microfone na mão já é uma atitude política. As meninas estão chegando muito forte também”, afirmou à repórter Nahama Nunes.

HOMENAGENS

Neste ano, a edição vai homenagear um poeta e uma poetiza ativos e de referência nas periferias paulistanas, que faleceram neste ano: a poeta negra e colaboradora da revista Ocas Tula Pilar Ferreira e o agitador cultural e cofundador da Cooperifa Marco Pezão.

A poeta Cinthya Santos, a Kimani, representará o estado de São Paulo na competição. “Eu já representei São Paulo, em 2017, quando fui vice-campeã. Então já passei por todo o nervoso e ansiedade. É uma alegria muito grande. Eu levo muita reflexão, com poesias que não deixam a resposta pronta, onde as pessoas vão buscar entender depois”, contou.

Para a poeta paulista, é uma honra ver tantas mulheres negras participando da competição. “As ultimas vencedoras foram a Luz Ribeiro, Bell Puã e a Pieta Poeta. São três mulheres pretas incríveis. Elas foram à França e ainda ultrapassaram uma barreira interior, de conseguir falar o que pensa e se fortalecer. A gente criou coragem para falar sobre coisas que ficaram quietas por muito tempo”, acrescentou.

O Sesc Pinheiros fica na Rua Paes Leme, 195. A entrada é gratuita. Veja aqui a grade completa das batalhas.


Imagem em destaque: Pieta Poeta, recebendo o título do Slam BR em 2018. Divulgação


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