O bem que a equoterapia faz a crianças com deficiência

Em João Pessoa, terapia oferecida pelo serviço público municipal há um ano proporciona melhora na qualidade de vida do paciente.

Por Max Oliveira, da Prefeitura de João Pessoa | De João Pessoa (PB)

Entre as diversas formas de assistência a crianças com deficiência, seja física ou mental, está a equoterapia, um tipo de terapia praticada com cavalos, que serve para estimular o desenvolvimento da mente e do corpo.

Crianças e adolescentes com autismo, microcefalia, paralisia cerebral e deficiências físicas, atendidas no Centro de Referência Municipal e Inclusão da Pessoa com Deficiência (CRMIPD) de João Pessoa, estão conseguindo resultados muito positivos com esse tipo de tratamento, que é pioneiro na capital, colocado em prática há um ano e meio pela Prefeitura Municipal.

As sessões acontecem na Associação Paraibana de Equoterapia, no bairro Portal do Sol, onde os pacientes contam com o acompanhamento de instrutores de equitação, fonoaudiólogos e terapeutas.

O método consiste primeiramente na aproximação com o animal, em seguida são colocados em prática os programas de hipnoterapia, reeducação e pré-esportivo, combinando a montada com movimentos que estimulam a coordenação motora. Os animais são dóceis e recebem treinamento específico para esse tipo de atividade.

INTERAÇÃO

A dona de casa Camila Bianca, que é mãe do pequeno Edclaysson Tiago, de 6 anos, portador de microcefalia, comemora a melhora na qualidade vida de seu filho em oito meses de terapia com os cavalos.

“Os estímulos, a postura, o equilíbrio e a interação social, acho que são as principais conquistas até agora”, explica. “A evolução dele é uma vitória pra mim, uma alegria enorme. Ele melhorou em tudo. Só quem recebe um atendimento como esse para o filho sabe o quanto é especial, o quanto que proporciona em qualidade de vida – para ele e para mim”, completa.

Atualmente, são 60 pacientes participando das sessões, que acontecem uma vez por semana, com duração de 30 minutos.

ACESSO AO SERVIÇO

Para ter acesso às sessões de equoterapia, o usuário precisa estar cadastrado e estar sendo atendido pelo Centro de Referência Municipal e Inclusão da Pessoa com Deficiência (CRMIPD), no bairro Pedro Gondim, onde uma equipe multidisciplinar – neuropediatra, fisioterapeuta e fonoaudiólogo – faz uma avaliação do usuário, para indicar ou não o tratamento com os cavalos.

Na Associação Paraibana de Equoterapia ocorre uma nova avaliação, dessa vez já no contato do paciente com o animal, para observar o comportamento da pessoa com o animal. “Porque pode acontecer de algum deles se assustar, ficar agitado. Ou seja, mesmo com a indicação, o usuário pode não se adaptar ao tratamento”, explica a terapeuta Andressa Cavalcante de Araújo, gerente de Atenção Especializada da Saúde.

Imagem em destaque: atividade na Associação Paraibana de Equoterapia. Foto de Kleide Teixeira/Divulgação


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