Um mergulho nos cânions do Rio São Francisco

E não foi a passeio. Trata-se de um mutirão de instituições de pesquisa, fiscalização e gestão para combater irregularidades e levantar potenciais da região

Da Assessoria de Comunicação do ICMBio | De Brasília (DF)

Equipes das universidades federais de Sergipe e da Bahia, Pastoral da Pesca, Corpo de Bombeiro da Bahia, Exército, Instituto de Meio Ambiente de Alagoas, BahiaPesca, Trade de Turismo e fiscais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizaram na última semana a 2ª Inspeção nos Cânions do Rio São Francisco.

A atividade percorreu todo o lago da represa da Hidroelétrica de Xingó (numa região que envolve os estados de Sergipe, Bahia e Alagoas), e que integra a Unidade de Conservação de Proteção Integral Monumento Natural do Rio São Francisco, inserida no bioma Caatinga.

Em linha reta o lago tem mais de 60 km; porém, foram explorados também os chamados “braços” do rio. Assim, a expedição percorreu mais de 200 km de cânions.

A inspeção teve como principais objetivos:

  • a identificação de possíveis construções sem autorização
  • catalogar todas as pisciculturas existentes na Unidade de Conservação
  • listar os pontos de captação de água
  • inventariar atrativos turísticos existentes e potenciais.

Segundo o chefe da Unidade de Conservação, Emerson Leandro, com a atividade se conseguiu, por meio da participação de equipes multidisciplinares, fazer uma pesquisa captando informações para compor o banco de dados e ajudar no planejamento estratégico.

Para ele, é de grande relevância que eventos façam parte do cotidiano da gestão do Monumento Natural do Rio São Francisco, para acompanhar in loco as ações antrópicas (isto é, provocadas pelo ser humano) que podem ocorrer e, principalmente, para identificar focos de poluição, desmatamento, pesca predatória e degradação da beleza cênica dos cânions do Rio São Francisco.

[A Unidade de Conservação de Proteção Integral Monumento Natural do Rio São Francisco foi criada pelo governo federal em 2009, durante o Governo Lula]. Caracteriza-se, sobretudo, pelo exuberante espelho d’água do lago da Usina Hidrelétrica de Xingó, pertencente à Chesf (estatal federal0, e seu entorno formado pelos magníficos paredões rochosos, cobertos pela vegetação de Caatinga e ainda são ilustrados por pinturas e gravuras rupestres nos sítios arqueológicos.

Imagem em destaque: monitoramento da equipe. Foto de Tiago Almeida/Emerson Silva (ICMBio)


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