Mãos ao alto: cartão de crédito e cheque especial têm juros de mais de 300%

Bancos cobram do povo 50 vezes mais que a Selic, a taxa oficial fixada pelo Banco Central. Orientação é fugir ao máximo desse tipo de recurso

Por Andreia Verdélio, repórter da Agência Brasil | Brasília (DF)

Os consumidores que caíram no rotativo do cartão de crédito estão  juros de 299,8% ao ano, em média. Os dados foram divulgados nesta quarta, dia 26, pelo Banco Central.

A taxa média é formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes.

No caso do consumidor adimplente, que paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia, a taxa chegou a 279,9% ao ano (registrada em maio), aumento de 1,9 ponto percentual em relação a abril.

A taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) subiu 0,4 ponto percentual de abril para maio, indo para 314% ao ano.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida.

Em abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu que clientes inadimplentes no rotativo do cartão de crédito passem a pagar a mesma taxa de juros dos consumidores regulares. Essa regra entrou em vigor em junho do ano passado. Mesmo assim, a taxa final cobrada de adimplentes e inadimplentes não será igual porque os bancos podem acrescentar à cobrança os juros pelo atraso e multa.

Já a taxa de juros do cheque especial está em 320,9% ao ano.

As regras do cheque especial também mudaram em julho do ano passado. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.

As taxas do cheque especial e do rotativo do cartão são as mais caras entre as modalidades oferecidas pelos bancos.

[Por isso, especialistas em finanças pessoais que não são ligados ao sistema financeiram costumam alertar para que se evite ao máximo cair no rotativo do cartão de crédito ou não cheque especial. Só se realmente não houver outra opção

Vale lembrar que a taxa Selic, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central, está em 6,5% ao ano. Ou seja, os bancos cobram dos clientes, no rotativo do cartão de crédito e no cheque especial, 50 vezes mais do que a taxa oficial].

Imagem em destaque: cliente em compra com cartão de crédito. Reprodução Rede TVT


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