Jovem tem menos chance de ser contratado e mais de ser demitido

É a situação atual do mundo do trabalho, diz estudo do Ipea divulgado no último mês, que confirma: ricos estão ficando mais ricos, e pobres mais pobres

Da Assessoria de Comunicação do Ipea | De Brasília (DF)

Atualmente, o Brasil conta com quase 13 milhões de desempregados; [além desses, são quase 30 milhões com trabalhos super precários. E há quase 5 milhões classificadas como “desalentadas” (não têm perspectiva nenhuma de oportunidade de renda)].

[Um caos. Situação bem diferente de cinco anos atrás – em 2014, o país terminou o ano com o menor desemprego da história.]

Desse caos, os jovens são os mais atingidos, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na sua mais recente Carta de Conjuntura, sobre Mercado de Trabalho, o Ipea (instituição pública federal) aponta que a população com idade entre 18 e 24 anos é a que mais chance de ser demitida tem, e a menor chance de ser contratada.

Os cálculos são feitos a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, e do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda.

[A dificuldade brutal para conseguir emprego] vem gerando aumento no número de domicílios que declararam não possuir renda de trabalho e nos domicílios de renda de trabalho muito baixa.

O Brasil registrou cerca de 16 milhões de casas sem renda proveniente do trabalho no último trimestre de 2018, o que equivale a 22,2% das quase 72 milhões de residências no país. No último trimestre de 2017, a proporção era de 21,5%. O número é o maior para o período em seis anos.

“Essas famílias até podem possuir outra renda, como aposentadoria ou proveniente de programas sociais, mas nenhuma fruto do trabalho”, explica Maria Andréia Lameiras, pesquisadora do Grupo de Conjuntura do Ipea e coautora do estudo com os pesquisadores Carlos Henrique Leite Corseuil, da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais, e Sandro Sacchet de Carvalho.

Em relação aos salários, desde o início do ano passado a renda dos mais ricos cresceu três vezes mais que a dos mais pobres, que praticamente está estagnada. A média da renda média domiciliar dos mais pobres variou  somente 0,84% no período, enquanto que a dos mais ricos cresceu 2,6%.

Imagem em destaque: fila de candidatos a vagas de emprego em São Paulo. Foto de UGT


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