Nove em cada dez idosos contribuem com o sustento da família

Além disso, quase 50% das pessoas com mais de 60 anos no Brasil são as principais responsáveis por pagar as contas dentro de casa; pegar empréstimo para os filhos é prática recorrente também

Do Jornal GGN | De São Paulo (SP)

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 91% dos idosos no Brasil contribuem com o orçamento em casa, sendo que 25% colaboram com a mesma quantia dos demais membros da família.

O trabalho mostra, ainda, que 43% dos brasileiros acima de 60 anos são os principais responsáveis pelo pagamento de contas dentro de casa, um percentual que chega a 53% entre os homens.

Apenas 9% dos idosos brasileiros não utilizam a aposentadoria para ajudar nas despesas do lar.

A pesquisa foi feita com 612 consumidores com idade acima de 60 anos, tanto homens quanto mulheres, de todas as classes sociais em 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de 4 pontos percentuais.

O mesmo levantamento aponta também que 66% dos idosos não recebem ajuda financeira de parentes, amigos ou de programa social.

Um estudo publicado em julho pela LCA Consultores, a pedido da Agência Estado, revelou que, no último ano, o número de casas em que mais de 75% da renda vem de aposentadorias cresceu 12%, de 5,1 milhões para 5,7 milhões.

A crise econômica, responsável pelo alto nível de desemprego, explica o aumento do número de aposentados que vivem hoje como arrimo de família. Mas, para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a mudança demográfica e comportamental da população brasileira compõe todo o quadro:

“Há muitos casos em que a renda do aposentado é a única maneira para sustentar o lar de uma família que perdeu emprego, mas o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e suas atitudes nesta fase da vida também são fatores importantes”, pontua.

Marcela lembra que hoje os idosos são mais ativos e têm mais autonomia para trabalhar por mais tempo “seja por necessidade ou porque se sentem dispostos”.

Portanto, o cenário não deve ser analisado de maneira conjuntural, mas sim estrutural, aumentando a reflexão sobre a reforma da Previdência, encaminhada pelo atual governo Temer e anunciada como uma das primeiras metas do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para 2019.

ENDIVIDAMENTO

A pesquisa CNDL/SPC revela também que pouco mais de um quarto dos entrevistados (26%) já fez algum empréstimo pessoal consignado para emprestar dinheiro a terceiros: na maior parte dos casos (17%), para filhos, cônjuges ou outros parentes e, em 9% dos casos, o próprio idoso ofereceu ajuda para a pessoa.

Em geral, 39% dos idosos conseguem pagar suas contas sem atrasos, mas fecham o mês sem recursos excedentes. Outros 14% nem sempre conseguem pagar as contas e algumas vezes precisam fazer esforço para administrar o dinheiro que recebem e 4% nunca ou quase nunca conseguem honrar os compromissos financeiros. Enquanto que os idosos em situação financeira confortável, ou seja, que pagam as contas e ainda sobra dinheiro, são 42% da amostra.

Imagem em destaque: idosos em Brasília. Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil


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