O Brasil vai às urnas. Defendemos um caminho à esquerda

Confira o posicionamento da Rede Macuco sobre as eleições do próximo domingo, 7 de outubro. E expomos os motivos

Por Wagner de Alcântara Aragão e Lindrielli Rocha Lemos* | De Curitiba (PR)

No próximo domingo, dia 7 de outubro, em torno de 147 milhões de brasileiros e brasileiras vãos às urnas para eleger presidente da República, governadores estaduais, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Você sabe, porque sente isso nas conversas do dia a dia, do cenário caótico em que as eleições de 2018 se realizam.

É a onda fascista ameaçando se tornar tsunami; o poder econômico e do judiciário interferindo demais no processo; muita desinformação, confusão – matérias-primas do ódio, que não está na maioria das pessoas, mas quando se manifesta, se manifesta com força.

A democracia no Brasil, profundamente abalada, corre o risco de ruir.

Somos governados por um presidente ilegítimo, que tem o apoio de um Congresso desvinculado dos interesses do povo e a cumplicidade de um Judiciário preocupado em garantir os privilégios da elite do qual faz parte. E uma mídia hegemônica que atua como partido político, conservador, de direita.

Entendemos que as eleições de 2018 não vão dar jeito nisso tudo.

Dependendo, porém, do rumo que tomarmos, podemos nos afundar definitivamente no caos.

No entanto, e também dependendo do rumo que tomarmos, poderemos começar a trilhar saídas, a fertilizar o terreno para novos frutos futuros.

Por isso, como veículo de mídia alternativa, que tem o compromisso de informar – noticiando, analisando, refletindo – não podemos nos omitir. Temos que tomar posição e expor nosso posicionamento.

Aqui vai, pois, o posicionamento da Rede Macuco: defendemos um caminho à esquerda. Candidaturas que defendam plataformas minimamente progressistas.

E o que é isso?

Um caminho à esquerda é a opção por candidatos e candidatas – à Presidência, ao Senado, aos Governos dos Estados, ao Congresso, às Assembleias Legislativas – que priorizem:

  • Revogar os retrocessos impostos pelo governo golpista. Retrocessos como a retirada dos direitos trabalhistas, a reforma da Previdência, a entrega do petróleo do pré-sal aos estrangeiros, a deforma do ensino médio, a Emenda Constitucional 95 que congela os investimentos em saúde, educação, segurança, cultura e outras áreas por 20 anos.
  • Resgatar as políticas públicas que representaram inclusão social. Podem até dar outro nome, mas são programas como o Minha Casa Minha Vida, o Sisu, o Fies, o ProUni, o Farmácia Popular, o Ciências sem Fronteiras, o PAC, o PAC Mobilidade, os Pontos de Cultura, o Luz para Todos etc etc.
  • Resgatar as políticas de humanização na saúde mental, de microcrédito, de fomento à agricultura familiar, de valorização da diversidade cultural e étnica, de combate ao feminicídio, a homofobia, ao racismo, à exclusão da população indígena e quilombola.
  • Taxar as grandes fortunas e os que vivem de renda, e diminuir imposto do trabalhador e do microempreendedor individual, do micro e pequeno empresário.
  • Inverter a lógica da política econômica, que canaliza metade dos recursos públicos para os bancos, no mercado financeiro, e aplicar esse dinheiro em obras de infraestrutura, em pesquisa, em ciência e tecnologia, em industrialização, em micro e pequeno empreendedorismo.

Identificamos à Presidência da República quatro candidaturas que representam basicamente essas propostas.

Recomendamos, defendemos o voto em uma delas, as quais seguem em ordem alfabética: Ciro Gomes, 12; Fernando Haddad, 13; Guilherme Boulos, 50; e João Goulart Filho, 54.

Para os demais cargos, dada a dimensão e diversidade do Brasil, não temos condições de listar todos nomes que entendemos coerentes com o que defendemos. Mas você, leitor, leitora, certamente consegue encontrar em seu Estado quem se alinha com ideias e práticas que promovem a inclusão, a igualdade, o respeito ao próximo, a compreensão da complexidade dos problemas nacionais.

Antes de terminar, sublinhamos: tão importante como escolher bem o voto para a Presidência, é pensar bem nos nomes para o Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas. Muitos dos problemas da nossa democracia destruída, dos retrocessos que estamos enfrentando, decorrem de um Legislativo retrógrado, pau mandado do poder econômico, descompromissado dos interesses do povo.

Ah, ao ir à urna no domingo, é bom levar uma colinha pra não ter risco de esquecer os números dos seus candidatos.

E boa eleição a todos e todas!

*Editor geral e produtora geral da Rede Macuco.

Imagem em destaque: charge de Carlos Latuff


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