A proteção às gaivotas em Salinópolis, na Amazônia Atlântica

Desova na Praia do Atalaia, a mais movimentada do município que recebe milhares de turistas nesta época do ano, está sendo protegida por zona de exclusão

Por Yáskara Cavalcante, da Agência Pará de Notícias | De Salinópolis

Cerca de 1.500 ovos de gaivotas que começaram a desova em maio na Praia do Atalaia, em Salinópolis, no nordeste paraense, estarão mais protegidos do grande fluxo de turistas na região, nesta época do ano, graças a uma iniciativa que envolve a comunidade local e o poder público.

Por parte das autoridades oficiais, na área de desova foi instalada uma zona de exclusão de veículos automotores, ação da Operação Verão 2018, realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) do Pará. A zona de exclusão passou a valer no último fim de semana e, ao proibir o acesso de carros, protege os futuros filhotes de gaivota.

Além disso, as áreas de desova são monitoradas também pela Associação de Surf e Proteção Ambiental de Salinópolis. Fundada em 2006 pelo morador Antônio Paulo da Conceição, a organização não governamental tem o objetivo de proteger áreas ambientais, e hoje conta com 70 surfistas associados.

BANDEIRAS BRANCAS

Localizado após a área conhecida como pedral, escolhida para prática de modalidades aquáticas, o santuário é cercado por bandeiras brancas para demarcar o espaço ambiental e impedir o acesso de curiosos, deixando os ovos mais seguros.

Salinópolis fica numa região conhecida com Amazônia Atlântica, porque se situa entre o estuário da Bacia Amazônica e o Oceano Atlântico, em um ecossistema de floresta equatorial, manguezais e fauna e flora oceânicas.

“A Zona de Exclusão, criada pelo Sistema de Segurança, vai proteger esse santuário de aves, porque entendemos que o nosso trabalho também envolve questões ambientais”, destacou o coronel André Cunha, secretário adjunto de Gestão Operacional e coordenador da Operação Verão. Ele pediu à população que não chegue perto dos ovos espalhados pela área, nem mesmo de quadriciclo.

Para o líder comunitário Ronaldo Nóbrega, vice-presidente da Associação de Surf e Proteção Ambiental, a zona de exclusão é muito importante, porque além de oferecer proteção ao santuário reforça um projeto já realizado há muitos anos.

Imagem em destaque: equipes em ação na Praia do Atalaia. Foto de Agência de Notícias do Pará


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