O que deve ser destaque nos desfiles de São Paulo e do Rio

A crítica ao trabalho escravo, a denúncia da indiferença e das injustiças sociais e homenagens a Gilberto Gil, Martinho da Vila e Alcione prometem marcar o Carnaval 2018

Por Wagner de Alcântara Aragão; foto: Lindrielli Rocha Lemos

O Carnaval no Brasil é caracterizado pela diversidade de manifestações culturais. Entre elas, estão os desfiles das escolas de samba, uma das marcas da folia de Momo. Pois os dois maiores do país têm a largada na noite desta sexta-feira, dia 9, para terminar ao amanhecer da Quarta-Feira de Cinzas. E estes de 2018 prometem deixar registrado na história o cruel momento vivido pelos brasileiros nestes últimos anos.

As escolas de samba do grupo especial de São Paulo se apresentam nesta sexta e no sábado. Os desfiles paulistanos de 2018 deverão ser lembrados pelas homenagens a nomes da música brasileira. Já na madrugada de sexta para sábado, a Unidos do Peruche vai levar Martinho da Vila à Passarela do Samba Adoniran Barbosa. No sábado para domingo, a Mocidade Alegre apresenta Alcione; logo em seguida, Gilberto Gil entra na avenida desfilando pela Vai-Vai.

  • Confira aqui a ordem dos desfiles das escolas de samba de São Paulo
  • Assista aqui aos melhores momentos dos ensaios técnicos das escolas de samba de São Paulo

Já no Rio de Janeiro enredos e sambas com forte carga política e social já vêm chamando a atenção antes mesmo do Carnaval chegar. Nesta semana, por exemplo, o desfile que a Paraíso do Tuiuti vai levar para a Passarela do Samba Darcy Ribeiro foi destaque no site da Organização das Nações Unidas (ONU).

A escola da região central da capital fluminense vai falar da crueldade da escravidão na história da humanidade. Mas vai expor modos contemporâneos de explorar o trabalho. Um carro alegórico com a reprodução do pato inflável que foi ícone do movimento golpista que depôs a presidenta Dilma Roussef vai denunciar a retirada dos direitos trabalhistas.

Outro enredo de denúncia política é o da Beija-Flor. A escola de Nilópolis pegou como gancho os 200 anos da obra literária Frankestein (da escritora inglesa Mary Wollstone Shelley) para mostrar que o monstro está na elite que é indiferente às desigualdades sociais.

COBERTURA REDE MACUCO

A Rede Macuco – Mídia e Cursos vai cobrir os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. Acompanhe os principais momentos nos nossos perfis no:

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