A hora de escolher o canto para 2018

Outubro é mês de decisão para o Carnaval do Rio: escolas definem os sambas-enredos para o próximo ano. A disputa é acirrada; confira os temas

Por Wagner de Alcântara Aragão | Foto: Lindrielli Rocha

Até o próximo dia 19, todas as 13 escolas do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro terão definido seus sambas-enredos para os desfiles de 2018. As finalíssimas, abertas ao público, costumam mobilizar as comunidades e lotar as quadras das agremiações.

O cronograma reservou para esta semana boa parte das escolhas. Confira:

Neste fim de semana que passou, Vila Isabel e Mangueira realizaram suas finalíssimas. Desde o começo de outubro, Império Serrano, União da Ilha, Paraíso do Tuiuti, Grande Rio e São Clemente tinham definido seus sambas para o Carnaval 2018.

ENREDOS CONTESTADORES

Se depender dos enredos programados para 2018, a safra tem tudo para repetir a qualidade dos sambas verificada nos últimos. Os enredos explicitamente comerciais estão dando lugar a temas mais vinculados à realidade social, política e econômica.

A Beija-Flor, por exemplo, tomando como mote os 200 anos da criação de Frankstein, vai para a avenida com um enredo que vai denunciar os verdadeiros “monstros” da vida: as desigualdades sociais, a exclusão, a intolerância e a indiferença às mazelas. A Paraíso do Tuiuti vai questionar: a escravidão, de fato, na prática, acabou? Já a Mangueira protesta contra a falta de dinheiro para se investir nessa manifestação cultural que é o Carnaval.

Também de forte apelo social, e também ligado à história, é o enredo da Salgueiro: a vida de mulheres negras, heroínas, muitas vezes omitidas, apagadas, pelo oficialismo.

Na linha de enredo sobre história, a trajetória da Escola Nacional de Belas Artes será apresentada pela São Clemente; a do Museu Nacional será tema da Imperatriz Leopoldinense. A Portela vai lembrar a saga de judeus que chegaram ao Nordeste brasileiro exilados, perseguidos pela Santa Inquisição, e que depois da retomada de Pernambuco por Portugal, foram forçados a migrarem para o Caribe e Estados Unidos.

A Império Serrano vai abordar a China, ao passo que a Mocidade Independente de Padre Miguel tem a Índia como pano de fundo de seu enredo. A União da Ilha optou por tratar de um aspecto da cultura brasileira: a culinária nacional.

Brasilidade é o que pode se esperar do desfile da Grande Rio, que vai homenagear Chacrinha. Outro enredo biográfio é da Unidos da Tijuca: Miguel Falabella.

  • Clique aqui para ler a sinopse dos enredos de cada escola

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